Férias
À partir de um determinda momento das férias o cansaço já foi embora e as atividades começam a acabar.
Cansamos com o excessivo descanço.
A mente vaga sem ter nem no que pensar.
E aí então corremos atrás de outras coisas pra fazer além de assistir os programas de domingo e decorar a posição das fotos nos álbuns do orkut.
Foi num desses momentos que eu abri o armário em que guardo meus livros. Eu julgava ter lido a maioria. E comecei a procurar algum que para mim fosse ainda "virgem". Desconhecido.
Fui tirando esses livros e quando me dei conta, tinha uma pilha de uns 11 exemplares prontos para serem devorados.
Finalmente me ocuparia nos tempos vagos.
Um deles me chamava a atenção pela cor da sua capa: vermelho sangue. Parecia ser antigo.
Acho que é do meu pai.
O autor era Sthendal.
E na capa havia um risco de cor preta cortando o nome do autor em direção ao título. Não sei se foi um acidente ou se é próprio do livro. Pois de acordo com o título ("O vermelho e o negro"), as cores da capa estão bem representadas. Também havia um brasão em dourado dando um ar mais sério, real.
Comecei a minha leitura e tal foi a minha surpresa: Sthendal, um francês de do século XVIII era muito melhor e mais fácil do que a literatura colonial brasileira, com seus sermões, poemas e cronicas.
Ele fala de uma França pós Napoleão. E ainda por cima era um romance.
Os personagens são muito bem escritos e dão vigor à obra. Cada movimento parece ter sido presenciado pelo narrador.
Ainda estou nos primeiros capítulos e já estou alucinado com ele.
Pelo jeito minhas férias não serão mais monótonas.
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