Férias
À partir de um determinda momento das férias o cansaço já foi embora e as atividades começam a acabar.
Cansamos com o excessivo descanço.
A mente vaga sem ter nem no que pensar.
E aí então corremos atrás de outras coisas pra fazer além de assistir os programas de domingo e decorar a posição das fotos nos álbuns do orkut.
Foi num desses momentos que eu abri o armário em que guardo meus livros. Eu julgava ter lido a maioria. E comecei a procurar algum que para mim fosse ainda "virgem". Desconhecido.
Fui tirando esses livros e quando me dei conta, tinha uma pilha de uns 11 exemplares prontos para serem devorados.
Finalmente me ocuparia nos tempos vagos.
Um deles me chamava a atenção pela cor da sua capa: vermelho sangue. Parecia ser antigo.
Acho que é do meu pai.
O autor era Sthendal.
E na capa havia um risco de cor preta cortando o nome do autor em direção ao título. Não sei se foi um acidente ou se é próprio do livro. Pois de acordo com o título ("O vermelho e o negro"), as cores da capa estão bem representadas. Também havia um brasão em dourado dando um ar mais sério, real.
Comecei a minha leitura e tal foi a minha surpresa: Sthendal, um francês de do século XVIII era muito melhor e mais fácil do que a literatura colonial brasileira, com seus sermões, poemas e cronicas.
Ele fala de uma França pós Napoleão. E ainda por cima era um romance.
Os personagens são muito bem escritos e dão vigor à obra. Cada movimento parece ter sido presenciado pelo narrador.
Ainda estou nos primeiros capítulos e já estou alucinado com ele.
Pelo jeito minhas férias não serão mais monótonas.
19 de janeiro de 2007
4 de janeiro de 2007
Digno de ÓscarNo fim, os americanos e o resto do mundo descobrirão que os ataques de 11 de setembro foram encomendados por George Dáblio Bush, o próprio. Tudo não passou de um plano muito bem desenvolvido que contou com a participação de diversos diretores e roteiristas de Hollywood.
Cada detalhe foi minuciosamente escolhido, para que os Estados Unidos tivesse a imagem do mocinho, do ameaçado.
A fotografia é perfeita. Os personagens bem escritos e o cenário não poderia ser mais realista. Sem falar nos atores, que devem ter sido muito bem pagos pois interpretaram brilhantemente.
Aí, no outro capítulo, Bush invade o Iraque, mata milhaaaaares (muitos deles do exército americano) e mutila criancinhas, como se fosse uma polícia mundial defendendo o planeta da ameaça iraquiana.
Depois do intervalo, Bush volta, desta vez muito bem acompanhado. Condolisa Rice domina o Iraque com uma das mãos. Com a outra ela começa a extrair o petróleo.
Infelizmente Saddam não entra no filme. E ninguém nunca saberá que na verdade ele era um bom velhinho.
1 de janeiro de 2007

O Ano novo
O ritual de passagem, as festas, os fogos e até mesmo os chatos foguetes, que só servem para fazer barulho e assustar nossos cachorros, nos fazem crer que o ano que virá será melhor, com mais paz, amor, saúde, etc etc e etc.
Isso tudo tem a duração da primeira semana de janeiro. Para alguns, dura poucos dias, e para outros, como eu, a rotina volta ao normal depois do almoço do dia primeiro.
E voltando à rotina, já não temos mais tanta certeza da realização dos nossos pedidos. Ficamos com receio do tal ano novo.
É a insegurança de que seremos realmente felizes.
E é justamente essa insegurança, essa incerteza, que me move em busca de supérfluos para despistar o possível sofrimento.
[Nada como começar o ano com um texto dramático. ]
;D
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