Como na música do Herbert Viana, "eu hoje joguei tanta coisa fora..."
Em um período relativamente curto [engraçado! Essa expressão nunca me diz nada!] consegui retirar do meu quarto um quantidade de lixo relativamente grande.
Depois de mais de ano guardado alguns livros antiiiiigos dentro do meu roupeiro fui perceber que as traças poderiam atacar também as minhas roupas. Aí sim, seria o fim!
Tá. É um pouco de exagero, eu sei. Mas eu precisei evitar...
Tirei todas aquelas coleções com mais de vinte anos de idade [que pouco servem para alguma coisa] e que foram parar exatamente no meu quarto por falta de outro espaço apropriado. Na verdade o destino seria o lixo se dependesse dos meus pais, mas fiquei com pena das sofridas capas, da sabedoria escondida de cada página que jamais será desvendada graças à Internet [!] e dei lhês um abrigo.
Freneticamente, fui tirando exemplar por exemplar e acabei me deparando com uma montanha espalhada por todo o meu quarto. Não havia espaço para me movimentar e, mesmo nesse estado de calamidade, resolvi revirar cada gaveta, cada caderno, cada lugar que pudesse ser abrigo de velhas lembranças.
Comecei pela gaveta dos cd's... Momento nostálgico: encontrei duas fotos de quando criança!!
Lá pelas tantas procurei os cadernos que jogaria fora. Mas não antes de ler cada um deles! Começando pelas páginas finais, é claro, onde eu fazia as anotações mais inusitadas! Pensamentos de autores anônimos, rascunhos de cartas de amor [me expliquem como alguém consegue escrever tais absurdos?!], bilhetes de sala de aula, listas de desejos, listas de convidados para festas, listas e mais listas...
Enfim, tanta coisa que foi fora que tenho a impressão de que eu perdi uns cinco quilos [além de ganhar espaço no meu quarto para guardar novas quinquilharias - que daqui há alguns anos jogarei fora].
Mas o melhor de tudo é que eu pude me lembrar de um Gustavo perdido, meio esquecido, que estava se preparando para ir embora de vez. Não que eu queira ser como eu era há cinco anos atrás, nao! As mudanças fazem parte e são importantes. O que eu nao quero é perder a raiz, a essência.
O fato é que mandei embora tudo que já nao me era mais útil. Tudo!
Tá bom. Estou exagerando de novo. Certas coisas permaneceram...
É preciso ter sempre uma lembrança à vista.
Ficou meu primeiro celular. Ficou uma carta que escrevi ao vô Hermes. Ficaram as fotos. E é claro, os velhos livros.
(Mas bem longe de qualquer roupa!)
Em um período relativamente curto [engraçado! Essa expressão nunca me diz nada!] consegui retirar do meu quarto um quantidade de lixo relativamente grande.
Depois de mais de ano guardado alguns livros antiiiiigos dentro do meu roupeiro fui perceber que as traças poderiam atacar também as minhas roupas. Aí sim, seria o fim!
Tá. É um pouco de exagero, eu sei. Mas eu precisei evitar...
Tirei todas aquelas coleções com mais de vinte anos de idade [que pouco servem para alguma coisa] e que foram parar exatamente no meu quarto por falta de outro espaço apropriado. Na verdade o destino seria o lixo se dependesse dos meus pais, mas fiquei com pena das sofridas capas, da sabedoria escondida de cada página que jamais será desvendada graças à Internet [!] e dei lhês um abrigo.
Freneticamente, fui tirando exemplar por exemplar e acabei me deparando com uma montanha espalhada por todo o meu quarto. Não havia espaço para me movimentar e, mesmo nesse estado de calamidade, resolvi revirar cada gaveta, cada caderno, cada lugar que pudesse ser abrigo de velhas lembranças.
Comecei pela gaveta dos cd's... Momento nostálgico: encontrei duas fotos de quando criança!!
Lá pelas tantas procurei os cadernos que jogaria fora. Mas não antes de ler cada um deles! Começando pelas páginas finais, é claro, onde eu fazia as anotações mais inusitadas! Pensamentos de autores anônimos, rascunhos de cartas de amor [me expliquem como alguém consegue escrever tais absurdos?!], bilhetes de sala de aula, listas de desejos, listas de convidados para festas, listas e mais listas...
Enfim, tanta coisa que foi fora que tenho a impressão de que eu perdi uns cinco quilos [além de ganhar espaço no meu quarto para guardar novas quinquilharias - que daqui há alguns anos jogarei fora].
Mas o melhor de tudo é que eu pude me lembrar de um Gustavo perdido, meio esquecido, que estava se preparando para ir embora de vez. Não que eu queira ser como eu era há cinco anos atrás, nao! As mudanças fazem parte e são importantes. O que eu nao quero é perder a raiz, a essência.
O fato é que mandei embora tudo que já nao me era mais útil. Tudo!
Tá bom. Estou exagerando de novo. Certas coisas permaneceram...
É preciso ter sempre uma lembrança à vista.
Ficou meu primeiro celular. Ficou uma carta que escrevi ao vô Hermes. Ficaram as fotos. E é claro, os velhos livros.
(Mas bem longe de qualquer roupa!)